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Será que vale a pena um Plano Poupança Reforma?

Esta questão coloca-se sempre quando se pondera em subscrever um PPR. antes de decidir  se compensa e qual deles escolher é sempre importante informar-te e analisar todas as possibilidade para escolher a que melhor se adequa a ti.

O que é um Plano Poupança Reforma?

Toda a gente já ouviu falar de PPR. Os Planos de Poupança para a Reforma são dos poucos tipos de investimento bem conhecidos pelos portugueses e são vocacionados para a construção de uma poupança para a velhice.

Porque que devo fazer um PPR?

Com a crise, o decréscimo acentuado nas reformas e a previsão da falência da segurança social não podes depender nem contar como garantido a reforma que o Estado te reserva daqui a 20, 30 ou 40 anos. É urgente que comeces a construir um complemento de poupança para garantir uma velhice confortável. Neste cenário, o investimento numa aplicação financeira vocacionada para a poupança de longo prazo (seja num PPR, nos Certificados de Reforma, ou numa carteira de fundos de investimento) é mais do que oportuno.

Que tipo de PPR devo fazer?

Existem vários tipos de PPRS disponíveis. Tanto em bancos, seguradoras, ou sociedades gestoras em Portugal. E não são todos iguais. Deves escolher um produto que se adeqúe ao teu perfil de risco. Ou seja, podes escolher o produto financeiro com mais segurança ou mais arriscado.

Com perfil conservador – Opta PPR sob a forma de seguro. Este caracteriza-se pelo fato de garantirem o capital investido. Prevê  também uma taxa mínima de rentabilidade anual. No entanto, a rendibilidade é mais baixa.

Com perfil Investidor –  Prefere investir em aplicações financeiras com potencial para gerar retornos mais elevados. Existem PPR sob a forma de fundo de investimento. Estes produtos podem ter uma exposição da carteira às ações até 5% (no caso dos fundos PPR da categoria A), até 15% (no caso dos fundos PPR da categoria B), até 35% (categoria C) ou mesmo superior a 35% (categoria D). Pela sua natureza estes PPR não garantem o capital investido. Além disso, devido às suas políticas de investimento estão mais expostos às oscilações dos mercados. Quer isto dizer que nas épocas em que as ações e obrigações têm um bom desempenho, estes PPR apresentam valorizações atrativas. Mas em alturas de crise, estes produtos financeiros podem ter desempenhos negativos.

São dedutíveis em sede de IRS?

Já foram. Já deixaram de ser e já voltaram (pelo menos por enquanto).

Em 2017  dedução permitida a PPR é de 20% das contribuições, sujeita aos limites indicados de seguida, e só se aplica a residentes em território português, ainda não reformados.

  • PPR – Inferior a 35 anos: 20% do valor aplicado com o limite de 400,00€ (para casados e não casados *).
  • PPR – De 35 a 50 anos: 20% do valor aplicado com o limite de 350,00€ (para casados e não casados *).
  • PPR – Superior a 50 anos: 20% do valor aplicado com o limite de 300,00€ (para casados e não casados *).

* – no caso dos casados, se cada membro do casal for subscritor de um produto e tiver investido o limite individual, os valores sobem para 800, 700 e 600 euros respetivamente.

Que impostos pago?

Por cada 100 euros gerados num depósito a prazo, no investimento em ações ou na aplicação num fundo de investimento, os investidores entregam 28 euros aos cofres do Estado. Esta é a taxa liberatória aplicada às mais-valias geradas pela generalidade das aplicações. No entanto, os PPR gozam de uma tributação mais favorável dos seus rendimentos. Dependendo do resgate do capital ser feito (ou não) nas condições previstas na lei, os rendimentos dos PPR são tributados a uma taxa que pode ir dos 8% até aos 21,5%.

Tem rentabilidade atrativa?

OS PPR seguros geram em média ganhos de 2,67%. Os PPR  sob a forma de fundos de investimento, segundo os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP), geram retornos médios entre 7,6% e os 10,6%, consoante a categoria de risco em que se encontravam.

Concluindo

Se não sabes (ou não queres) investir ou tem dificuldade em poupar, o PPR é uma excelente forma de conseguires fazer ambos e garantir uma qualidade de vida muito melhor do que a que teria se estiver a contar com a reforma da Segurança social. Quanto mais cedo começares, mais fácil será juntar a quantidade suficiente e menos pesará no teu orçamento familiar.

Para saber mais em detalhe como são os PPR consulte estes artigos da DECO:

Planos Poupança-Reforma

Fundos PPR: 5 planos que recomendamos

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2 comentários

Recebi o IRS e agora? - 7 Julho, 2017 at 23:08

[…] não tens um objetivo definido para esse dinheiro, investe num PPR ou noutro tipo de investimento. Mas informa-te bem […]

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Viver sozinho! Que fazer? - 10 Julho, 2017 at 21:38

[…] PPR – nunca é cedo demais para preparar a velhice! Explico melhor o que é um PPR e para que serve aqui. […]

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